Family of Oasis of the Seas overboard victim Bernardo Elbaz Releases Statement in Portuguese

Lipcon, Marguiles, Alsina & Winkleman, P.A

The family of Bernardo Elbaz, and more particularly his loving parents who live in Brazil, release the following statement in Bernardo’s native language to let the world know what really happened that tragic night.

A família de Bernardo Elbaz responde às reiteradas acusações de que Bernardo se suicidou devido a uma briga doméstica, esta não foi uma briga doméstica e Bernardo fez o que fez devido aos reiterados maus tratos anti-gay perpetrados pela tripulação da Royal Caribbean.

A família de Bernardo Elbaz, incluindo seu esposo Erik e seus amorosos pais, estão de luto após a trágica perda da sexta-feira passada.

A Royal Caribbean e o gabinete do Sheriff do condado de Broward continuam divulgando notas de imprensa dizendo que isto foi um suicídio decorrente de uma briga doméstica. Diante de uma asseveração tão absurdamente imprecisa a família se vê obrigada a responder.

O que aconteceu no Oasis of the Seas não foi uma briga doméstica e não foi um suicídio.

Erik e Bernardo estiveram felizmente casados por um pouco mais de um ano e embarcaram neste cruzeiro para festejar o aniversário do Erik. Se divertiram muito até duas noites antes da morte de Bernardo, quando o garçon em varias ocasiões repetiu um insulto anti-gay contra eles. O incidente foi denunciado à Royal Caribbean enquanto estavam a bordo do navio.

Duas noites depois, após o jantar, Erik estava descansando no camarote. Bernardo subiu para o convés superior, onde foram pronunciados novos insultos anti-gay contra Bernardo chamando-o de pedófilo.

Em decorrência deste segundo incidente de aterrorização anti gay, Bernardo voltou para o seu camarote em prantos e furioso pela forma em que havia sido tratado. Encontrava-se alcoolizado , extremamente alterado e estava gritando.

Como conseqüência disto os seguranças da Royal Caribbean voltaram para o camarote e produziu se outro bate-boca com os seguranças.

Em vez de resolver as denúncias de insultos anti-gay direcionados contra Bernardo os seguranças da Royal Caribbean começaram a ameaçar Bernardo. Bernardo filmou a conversa porque considerou que claramente esta era uma perseguição indevida da parte da Royal Caribbean.

De fato enviou este vídeo imediatamente para sua mãe.

Pouco tempo depois Bernardo começou a gravar outro vídeo de celular onde pode se ver o Erik fora do camarote conversando com os tripulantes que estão dizendo que vão levar o Bernardo embora para prende-lo numa cela de detenção.

Bernardo então coloca o celular na esquina do quarto e olha para a câmera e diz metade em português e metade em inglês “por causa disso vou me jogar”. Enquanto dizia isso Bernardo está apontando aos tripulantes da RCCL. Portanto fica claro que Bernardo, alcoolizado e amedrontado, está ameaçando se jogar do barco por causa dos maus-tratos da Royal Caribbean contra ele. Conforme ele se aproxima da varanda, Erik sai correndo atrás de Bernardo em resposta a ameaça de Bernardo e seguido pelos seguranças que de fato derrubam Erik e o empurram contra o Bernardo, lançando-o contra a varanda do camarote e em direção à plataforma dos barcos salva-vidas abaixo onde Bernardo se impacta com todo seu corpo contra a plataforma. Bernardo então foi reposicionado na plataforma dos barcos salva-vidas pelos seguranças da Royal Caribbean de maneira que termina desesperadamente pendurado da plataforma. No final Bernardo não consegue se segurar e cai no oceano.

Este não foi um suicídio. Isso ficou claro. Porque haveria Bernardo de se segurar para salvar a própria vida durante tantos minutos se queria se matar!?

Além do mais, o gabinete do Sheriff do condado de Broward declarou que após o impacto do Bernardo no convés ele caiu “momentos depois”. Não obstante isso tampouco é verdade. Bernardo ficou se segurando pelo menos tres minutos e meio. Durante todo esse tempo, os seguranças da Royal Caribbean estavam em cena e deveriam ter sido capazes de salvá-lo. Ao que se deve a falta de cordas e arneses? Não havia coletes salva vidas, bóias salva vidas? Porque o barco não parou imediatamente? Essas são as perguntas para as quais a família exige respostas.

Acima de tudo devemos salientar que quando Bernardo bateu pela primeira vez na área dos barcos salva vidas, ele estava deitado e seguro. Foram os tripulantes da Royal Caribbean que o reposicionaram e o colocaram numa posição com risco de vida, como pode ser observado no vídeo feito do lado do barco.

A família quer que o público conheça a verdade: este não foi um suicídio causado por uma briga doméstica, este foi o resultado direto do reiterado bullying antigay feito pelos tripulantes da Royal Caribbean.

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